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03
Fev
2016

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População de Bayeux protesta contra maus-tratos aos animais

Um hospital desativado há cerca de dez anos, no bairro do Sesi, em Bayeux, na Grande João Pessoa, está servindo de ponto de abandono de cães e gatos. A denúncia do descaso foi feita pela dona de casa Vânia Maria Rodrigues, de 33 anos, moradora de Bayeux. Por meio das redes sociais, ela informou que diariamente os moradores da cidade usam a marquise de entrada do hospital para despejar animais.

Ela conta que o local já chegou a abrigar até 40 bichinhos. A superpopulação de animais no hospital abandonado tem gerado problemas tantos para os animais, que não têm acompanhamento veterinário e passam doenças entre eles, quanto para os moradores da área, que convivem com animais doentes que oferecem riscos à saúde pública.

Protesto de animaisNenhum deles é castrado ou passa por um tratamento médico veterinário. Os menores, por serem mais frágeis, ficam doentes com mais facilidade ou sofrem com a maldade de algumas pessoas. Eles não conseguem fugir e são atacados por cachorros. Outros morrem envenenados. Fico muito nervosa todas as vezes que vou lá, porque tento ajudar da maneira que eu posso. Uma senhora que mora perto do hospital coloca comida para os bichinhos, mas a cada visita, o problema parece só piorar”, relata a dona de casa.

A alimentação dos gatos e cães abandonados na porta do hospital é feita por moradores do bairro e pessoas ligadas a grupos ou ONGs de proteção animal. O mesmo acontece com o tratamento médico veterinário, em alguns casos. Ações que dependem das doações ou da sensibilidade das pessoas que passam pelo local ou conhecem a situação pelas redes sociais.

Vânia Rodrigues conta que chegou a adotar três gatos que moravam no saguão do prédio abandonado, mas não tem como abrigar mais animais, por questão de espaço. “Moro na casa da minha sogra e, infelizmente, não tenho como resgatar mais animais. É um problema grave, não tem uma solução simples. As pessoas precisam se conscientizar que bicho não é um objeto que a gente descarta, é uma vida”, reclamou.

O diretor do centro de Zoonoses de Bayeux, Assis Azevedo, diz que a prefeitura acompanha o problema de perto, mas não dispõe de mecanismos para acabar com o acúmulo de animais na entrada do prédio porque é um caso crônico. Ele conta que o centro de Zoonoses não funciona como abrigo e que o foco das ações públicas para a questão é o combate ao abandono dos bichos.

“Infelizmente nem o Zoonoses de Bayeux, nem o de nenhum outro lugar do Brasil, funciona como abrigo ou depósito de animais. Se fizessemos isso, de recolher esses animais e colocar no centro, provavelmente não teríamos condições de cuidar desses bichos, acabaríamos incorrendo em uma superlotação e colocando esses animais em uma situação tão insalubre quanto a que eles se encontravam quando estavam nas ruas”, explica Assis Azevedo.

Ainda de acordo com o coordenador, agentes visitam a área de abandono de animais frequentemente, com o objetivo de identificar as pessoas que soltam os gatos e o cachorros no local. Os funcionários ainda observam se os animais estão alimentados e com alguma doença que ofereça risco à saúde pública. Assis Azevedo negou que o local seja um depósito clandestino de animais domésticos, mas reconheceu a gravidade do problema.

“Estamos fazendo fotos da área. Investigando quem está por trás desses animais despejados na área. Se a gente tira dez animais de lá e encontra um abrigo, no outro dia tem mais dez abandonados. O objetivo é identificar essas pessoas para que sejam punidas. É crime abandonar animais ou causar quaisquer maus-tratos, previsto até mesmo prisão por isso. Também estamos preparando uma campanha de conscientização”, completou o coordenador do centro de Zoonoses.

Assis Azevedo destaca também que o setor jurídico da prefeitura já foi acionado para tomar as medidas cabíveis no caso de identificar as pessoas que despejarem animais no hospital.

Embora haja presença do poder público na questão, as ações diretas são desempenhadas pela própria população. Vânia Rodrigues comenta que até mesmo o trabalho de enterrar os gatos que morrem no vão de entrada do prédio abandonado é feito pelos moradores da região. “Eu mesmo acho que já enterrei uns oito gatinhos que apareceram mortos no hospital. A maioria é envenenado, mas me contaram casos de gente levando cachorros para atacar os gatinhos. Os maiores conseguem escapar, pulam para dentro do prédio, os menores, que não andam direito, são atacados e morrem”, denunciou.

VEJA O VÍDEO NO G1/PB

http://glo.bo/1PgmeVT

Fonte: g1.com.br/pb

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